General Dutra diz que Roraima não é rota do tráfico internacional de drogas e armas

De acordo com o general Dutra de Menezes (ao centro) a baixa quantidade de drogas e armas apreendidas na fronteira com a Venezuela pelo Exército não confiram Roraima como rota do tráfico internacional

O general de brigada, Gustavo Henrique Dutra de Menezes, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, disse nesta quarta-feira (28), durante encontro com jornalistas, que não há sustentação em dados numéricos da informação de que Roraima é uma rota internacional do tráfico de drogas e armas vindas da Venezuela. Ainda de acordo com o Exército em Roraima, as maiores apreensões de drogas feitas no estado são de entorpecentes que entram no estado vindos do Amazonas.

Segundo o general Dutra, no apoio que o Exército Brasileiro tem dado no controle do fluxo migratório na fronteira com o país vizinho, não tem sido apreendidas armas e drogas em quantidade que sustente a afirmação de que Roraima é rota do tráfico. O número de apreensões feitas nos últimos meses – oito quilos de entorpecentes e quatro armas, apenas – não sustentam a versão de que o estado seja uma rota de tráfico internacional de drogas e armas.

“Roraima não é rota de tráfico de armas e drogas”, frisou o comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva. A afirmação do general Dutra contrasta com informações publicadas pelo jornal O GLOBO, segundo as quais o PCC tem se aproveitado da falta de fiscalização na fronteira e da vulnerabilidade social em Roraima, causada pela crise migratória para conseguir fazer entrar em território brasileiro armas pesadas vindas da Venezuela.

O GLOBO cita documentos de investigações sigilosas conduzidas pela Polícia Civil de Roraima e transcrições de interceptações telefônicas entre presidiários de São Paulo e de Roraima feitas pela Secretaria de Segurança local, mostrando uma intensa cooperação entre membros do PCC para fazer transações com armas que entram no Brasil pela fronteira.

Ainda segundo a SESPE, citada pelo jornal Carioca, a apreensão de armas pesadas no estado mais que duplicou entre os anos de 3016 e 2017. Carros roubados em Roraima e no Amazonas são usados como moeda de troca de alto valor neste comércio ilegal.

Com reportagem de Luiz Valério

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